“Esta é uma reunião importante. Não viemos falar de preços”, disse Ramírez a um grupo de jornalistas, reiterando que, de todo modos, a Venezuela não considera necessário aumentar a oferta de petróleo para aliviar a pressão de alta sobre as cotações do petróleo.
Após rejeitar a visão de que a Opep é uma organização meramente econômica, o ministro ressaltou a importância da dimensão política do grupo que, com 13 países-membros, controla cerca de 42% da produção mundial de petróleo.
Ramirez considerou que “se não fosse assim, estaríamos nas mãos da OMC (Organização Mundial do Comércio), ou de qualquer outro tratado internacional” que imporiam “condições econômicas com conseqüências políticas terríveis” para os produtores.
O ministro lembrou que desde a última cúpula, realizada em 2000 na Venezuela, “aconteceram coisas” como o fracassado golpe de Estado ao Governo venezuelano de Hugo Chávez e a invasão do Iraque, com “conseqüências desastrosas para o mercado petroleiro”.
Explicou que além de um balanço dos últimos anos, os chefes de Estado terão a partir de amanhã a oportunidade de promover uma discussão estratégica sobre a organização.