Pinho, que estava no cargo desde 2005, simulou chifres com suas mãos, gesto que dirigiu ao porta-voz dos comunistas portugueses, Bernardino Soares, depois de este ter recriminado sua atitude em relação a um problema trabalhista ocorrido em minas do sul de Portugal.
Soares considerou a ação como “pouco educada” e solicitou a renúncia de Pinho, que, apesar de pedir desculpas rapidamente, justificou sua reação com o fato de que se sentiu ofendido pelas acusações do deputado comunista.
O ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos, assumirá a pasta de Economia e comandará as duas até setembro, quando o governante Partido Socialista tentará manter sua maioria absoluta nas eleições legislativas.
O primeiro-ministro português lamentou o comportamento de Pinho e declarou que foi um “gesto fatal”, mas considerou que o “episódio” foi resolvido imediatamente pelo Governo.
“Preferiria que isto não tivesse acontecido, mas foi apenas um episódio que não deveria ter ocorrido e que afeta a imagem do Governo em sua relação com o Parlamento”, declarou Sócrates.
O chefe de Governo destacou que foi o próprio Pinho quem solicitou a renúncia pelo incidente em um ato de “generosidade e dignidade”.
A saída de Pinho marcou o último grande confronto político entre o Governo português e a oposição no Parlamento antes das eleições legislativas marcadas para o dia 27 de setembro.