O ministro de Justiça e Trabalho do Paraguai, Humberto Blasco, negou hoje que o presidente do país, Fernando Lugo, tenha a intenção de renunciar, devido às críticas que recebe pelo sequestro de um conhecido criador de gado e às denúncias de suposta corrupção na compra de terras pelo Estado.
Lugo, que está no poder há 14 anos e cujo mandato termina em agosto de 2013, “não está envolvido em atos de corrupção nem tem intenções de renunciar”, disse Blasco, em entrevista coletiva após a reunião do Conselho de Ministros, realizada hoje.
O ministro afirmou que na reunião de gabinete presidida pelo governante foi analisado o caso do criador de gado Fidel Zavala, sequestrado há uma semana na região nordeste do país por um grupo armado. Além disso, discutiram sobre as denúncias de irregulares no processo de compra de um sítio de mais de 21.000 hectares de um fazendeiro brasileiro, que seria destinado à reforma agrária no Paraguai.
“Em nenhum momento manifestou, nem sequer insinuou a intenção de afastar-se do poder. Ao contrário, concordamos em que era o momento de (…) enfrentarmos todos juntos esta crise, sobretudo a de segurança, que afeta a família Zavala”, disse Blasco.