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Mundo

Ministro japonês se suicida em meio a escândalo por corrupção

Arquivo Geral

28/05/2007 0h00

O ministro da Agricultura, mind order Florestas e Pesca do Japão, mind Toshikatsu Matsuoka, more about se suicidou hoje após ter sido envolvido em um escândalo por suposta malversação de fundos públicos, o que representa um novo golpe para o primeiro-ministro Shinzo Abe. Segundo a imprensa japonesa, esta é a primeira vez que um ministro se suicida no Japão desde a Segunda Guerra Mundial.

Matsuoka, de 62 anos, foi encontrado em sua residência de Tóquio pelo secretário e por um guarda-costas e, apesar de ter sido levado rapidamente a um hospital, teve a morte confirmada às 14h (2h de Brasília), informou a agência local Kyodo.

O político deixou uma nota em seu quarto na qual explicava as razões do suicídio, cometido horas antes de seu comparecimento em um comitê parlamentar para falar sobre as crescentes acusações de malversação de fundos.

De acordo com a imprensa local, a polícia informou que Matsuoka se enforcou aparentemente com uma corrente para cachorros em uma porta do salão de seu apartamento, em um edifício residencial para parlamentares no centro de Tóquio.

O governo japonês confirmou a morte do ministro, mas não citou a causa, embora Abe tenha qualificado o ocorrido como “muito lamentável”. O premier se disse “comovido e muito envergonhado”. Este é um novo golpe para o primeiro-ministro Abe, que todo o tempo defendeu Matsuoka e em apenas oito meses no poder enfrentou vários escândalos envolvendo membros do Governo.

A notícia, que comoveu a classe política japonesa, chegou à oposição enquanto se preparava para fazer outras perguntas para Matsuoka, acusado de envolvimento em atos de corrupção, a maioria antes de ser nomeado ministro, em setembro.

A mais grave, por sua maior implicação política, diz respeito a doações de até US$ 107 mil recebidas durante três anos, até 2005, de 14 construtoras que concorriam a projetos públicos vinculados a seu departamento, segundo a Kyodo.

Em outro escândalo, o político teria recebido, durante cinco anos – até 2005 -, contas de luz e gás no valor de US$ 165 mil do organismo que administrava seus fundos, apesar de viver em uma residência do Parlamento, onde não pagava por essas despesas.

Na semana passada, quando foi perguntado no Parlamento a respeito, Matsuoka assegurou que comprava garrafas de água de meio litro que custavam US$ 41. Além disso, foi interrogado com a suspeita de que, junto a outro parlamentar, aceitou US$ 16.500 em subornos de uma companhia madeireira com sede em Hokkaido, no norte do Japão.

A oposição pediu repetidamente a demissão do ministro, membro do Partido Liberal Democrático (PLD), no Governo, e parlamentar pela província de Kumamoto (sudoeste) desde 1990. Embora o Governo japonês não afirme abertamente, a imprensa e políticos japoneses falam com clareza que se trata de um suicídio e ressaltam como motivo a crescente pressão a que o ministro estava submetido.

Um alto representante do PLD, que não quis se identificar, disse que o político possivelmente se viu encurralado pelas alegações sobre as doações recebidas de empresas do setor florestal.

“Parecia muito deprimido depois das acusações. (…) Claro que será um golpe para a Administração de Shinzo Abe”, disse outro membro do partido governamental.

Após ser eleito no final de setembro pelo Parlamento, o primeiro-ministro sofreu uma constante queda da popularidade durante meses. Nos últimos tempos, porém, se recuperou e alcançou um apoio de 41%.

Esta é a primeira vez que um ministro japonês em exercício se suicida desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45), apesar de pelo menos quatro parlamentares japoneses terem se matado nos últimos anos.

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