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Mundo

Ministro italiano define ataque em Milão como atentado suicida

Arquivo Geral

13/10/2009 0h00

O ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, definiu hoje como um atentado suicida o ataque terrorista cometido nesta segunda-feira contra um quartel militar de Milão.

Após o atentado, um militar de 23 anos que trabalhava no local teve ferimentos leves, enquanto o responsável pelo ataque, o líbio Mohammed Game, de 35 anos, ficou gravemente ferido e foi hospitalizado.

Game foi detido ontem junto com dois supostos colaboradores no atentado, o egípcio Abdel Haziz Mahmoud Kol e o líbio Mohammed Imbaeya.

Em entrevista coletiva concedida após a reunião extraordinária do Comitê Nacional para a Ordem Pública convocada depois do atentado, Maroni afirmou que o ataque só não teve consequências maiores devido a um erro na fabricação da bomba utilizada.

“Trata-se de um autêntico e verdadeiro suicida: o efeito do ataque não foi devastador apenas por um defeito na confecção do explosivo”, declarou o ministro italiano.

“Foram usados cinco quilos de explosivos, mas apenas um décimo da carga foi detonado na explosão. Se os cinco quilos de explosivo tivessem sido usados, o terrorista seguramente teria morrido, e com ele teria morrido também o militar”, acrescentou.

Apesar de a Polícia italiana descartar que o atentado de Milão seja obra da Jihad islâmica e aposte na hipótese de uma ação de uma pequena célula isolada, Maroni disse que o Executivo italiano ainda não pode confirmar isso.

“Talvez fosse mais perigoso se não houvesse uma conexão com organizações, porque se trataria de pessoas que conduzem ações de modo autônomo e inspirando-se em um projeto de tipo jihadista e que poderiam ser muitas e dificilmente controláveis”, comentou o ministro.

Maroni interpreta o ataque contra o quartel de Milão como um protesto contra a presença das tropas italianas em missões no exterior já que, segundo o ministro, o terrorista fez comentários a respeito dentro da ambulância.

“Quando o terrorista foi detido, pronunciou frases em árabe que obviamente não foram compreendidas. Mas, na ambulância, apesar de suas graves condições, fez referência em italiano a ações militares no exterior”, revelou Maroni.

“Portanto, é possível pressupor que o atentado possa ser relacionado com a intenção de dar uma demonstração contra o compromisso dos militares italianos no exterior”, acrescentou.

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