O ministro de Segurança Pública israelense, viagra Avi Dichter, se mostrou contra a retirada da Cisjordânia enquanto a Autoridade Nacional Palestina (ANP) não puder garantir a segurança, porque poderia reativar a presença do Hamas no território.
Em entrevista ao jornal “Le Monde”, Dichter – que a partir de amanhã iniciará uma visita de dois dias a Paris – acusou o Irã de estar por trás da resistência palestina.
O Hamas “não é mais uma organização terrorista, mas um Exército terrorista formado por 15.000 homens organizados da mesma forma que o Hisbolá no Líbano, e por trás dos quais está o Irã, que atua por meios interpostos”, disse.
Uma eventual retirada de Israel da Cisjordânia e um relaxamento da política de detenção de terroristas do Hamas permitiria que esta organização, “em um curto espaço de tempo, reconstruísse suas infra-estruturas e tomassem o poder, como fez na Faixa de Gaza”, disse.
Antes de qualquer iniciativa, Dichter afirmou que é preciso que a ANP “construa um sistema jurídico e de segurança digno desse nome”, para que seja possível confiar responsabilidades.
“Israel não pode correr esse risco e ninguém pode correr. São nossas casas, nossas famílias, nossos filhos, nossos sonhos, nosso futuro que dependem disso”, afirmou.
Sobre a reunião que acontecerá nos Estados Unidos em meados de novembro, Dichter pediu que os presentes ajudem a ANP a iniciar as infra-estruturas de segurança necessárias.
“A partir de agora, queremos uma cultura dos fatos, da ação. Não podemos continuar observando o que está acontecendo da sacada. É preciso descer para o terreno. É pelo bem dos palestinos e pelo nosso”, afirmou.
Dichter, que participará de Paris no salão Milipol de segurança interna dos Estados, se reunirá amanhã com a ministra do Interior francesa, Michèle Alliot-Marie, com quem discutirá temas da luta contra o terrorismo e a cooperação policial, afirmou o departamento francês em comunicado.
O ministro israelense também deve se reunir com o titular de Exteriores francês, Bernard Kouchner, e tentará conseguir um acordo em matéria da luta contra o terrorismo e a criminalidade.