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Mundo

Ministro israelense acredita que crise em Gaza é manipulação do Hamas

Arquivo Geral

27/01/2008 0h00

Ami Ayalon, there ex-chefe do Serviço Geral de Segurança de Israel (Shin Bet) e ministro sem pasta do Governo de Ehud Olmert, viagra order acredita que a crise vivida em Gaza seja “uma manipulação cínica” do grupo fundamentalista palestino Hamas. “Duvido que haja uma crise humanitária em Gaza. A cúpula do Hamas manipulou informações para dar a sensação de crise. O Hamas atua de maneira cínica contra sua própria população”, cheapest afirmou o ex-militar em entrevista à publicação alemã “Der Spiegel”.

Respondendo a uma pergunta sobre a responsabilidade de Israel na situação vivida em Gaza atualmente, Ayalon defendeu a política de bloqueio de Israel e o direito de se defender.

“Temos que lutar contra os terroristas com meios militares e com a ajuda dos serviços secretos. Israel tem direito de se defender e, do ponto de vista moral, esse direito nos autoriza inclusive a matar”, disse. No entanto, Ayalon lamentou o fato de as operações israelenses tirarem a vida de pessoas inocentes.

“Israel deve evitar esses erros porque eles geram ódio. Por isso sou contrário a uma grande operação militar, porque só aumentaria o apoio e a solidariedade ao Hamas”, considerou.

O ministro disse que, apesar das críticas, a estratégia de Israel é bem-sucedida, e que inclusive levou o Hamas a oferecer um cessar-fogo, o que Olmert não está disposto a negociar.

“Muitos em Israel acham que um cessar-fogo fortalecerá o Hamas, mas acho que o Hamas já é forte, inclusive sem um cessar-fogo”.

“Acho que é preciso falar com o Hamas através de terceiros, o Egito, por exemplo. Não haveria nada estranho nisso. Se podemos negociar com eles a libertação do soldado Guilad Shalit, não vejo razões para não falar de um cessar-fogo que proteja a vida das crianças da cidade de Sderot”, alvo dos foguetes Al Qassam lançados de Gaza por milicianos do Hamas contra o sul de Israel.

Em sua entrevista, Ayalon ainda defendeu a necessidade de avançar no diálogo político com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e levar esperança à região, processo no qual acredita que setores do Hamas também poderiam estar interessados em participar.

“O Hamas não é um bloco monolítico, sem um grupo com muitas opiniões e ideologias. Considero muito possível que no Hamas haja pragmáticos interessados em voltar ao Acordo de Meca pactuado com o Fatah (partido de Abbas) no ano passado”, ressaltou.

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