O ministro de Inteligência iraniano, approved Gholam Hussein Mohseni Ejehei, visit anunciou hoje que cidadãos com passaporte do Reino Unido foram detidos por suposta relação com os distúrbios que há dez dias sacodem o país asiático.
“O Reino Unido faz parte do grupo de países que instigou os problemas com sua propaganda e seus atos contra as regras diplomáticas”, afirmou Ejeie, citado pela agência de notícias local “Fars”.
“A rede (de televisão britânica) “BBC” em persa e pessoas com passaporte do Reino Unido estavam envolvidas nos distúrbios”, declarou o ministro.
Segundo Ejehei, os distúrbios obedecem a um plano orquestrado “dois meses antes das eleições”.
“Grupos antirrevolucionarios entraram no país nas semanas anteriores ao pleito e foram detidos durante os distúrbios. Um destes detidos se passava por jornalista e, desta forma, reunia dados para os inimigos”, explicou o ministro.
Ainde de acordo com Ejehei, os responsáveis pelo derramamento de sangue “são aqueles que pediram ao povo para sair às ruas e descumpriram a lei”, em clara alusão aos líderes opositores Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karrubi.
O Irã é palco de grandes protestos e confrontos desde o último dia 13, quando foi divulgada a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em resultado tido como fraudulento pela oposição.
O Governo iraniano acusa países como EUA e Reino Unido de incentivar os distúrbios, que já deixaram 20 mortos.
No domingo, o Irã expulsou o correspondente permanente da cadeia “BBC” em Teerã, Jon Leyne, e deteve o enviado da revista americana “Newsweek” Maziar Bahari, que tem passaporte canadense.
Ontem, se soube que o correspondente do “The Washington Times” e de pelo menos 20 jornalistas iranianos foram detidos no país.