O ministro indiano de Interior, Palaniappan Chidambaram, afirmou que o descarrilamento de parte de um trem e o posterior choque com outro aconteceu devido uma aparente sabotagem, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira.
“Parece ser um caso de sabotagem. Uma parte das vias do trem foi retirada. Se foram usados explosivos ou não, ainda não está claro”, afirmou Chidambaram.
De acordo com o ministro, a Força Nacional de Resposta aos Desastres enviou quatro equipes para apoiar as autoridades ferroviárias nas operações de ajuda após o acidente, ocorrido no distrito de West Midnapore, no estado oriental de Bengala.
Horas antes, a ministra de Ferrovias, Mamata Banerjee, tinha anunciado uma investigação após o incidente, que causou a morte de pelo menos 65 pessoas e deixou cerca de 200 feridas, e disse que o choque aconteceu devido a uma bomba colocada na linha férrea por supostos maoístas.
“É um caso de explosão de uma bomba. Após a explosão, o trem descarrilou e ocorreu o acidente. De acordo com informação dada pela Força de Polícia de Ferrovias e oficiais, encontramos dinamite no lugar”, afirmou.
Segundo sua versão, citada pela agência indiana “PTI”, a suposta explosão e o horário e a forma de realização do atentado apontam para uma autoria maoísta, mas a ministra prefere esperar o fim das operações de resgate antes de buscar conclusões.
A hipótese da bomba, no entanto, contrasta com a versão do inspetor geral de Polícia, Surojit Karpurokayastha, que afirmou que algumas barras de metal da ferrovia tinham sido retiradas da via antes da chegada do trem.
A locomotiva e treze vagões da composição, que ia para Mumbai, descarrilaram à 1h30 pelo horário local (17h de quinta-feira em Brasília), e vários vagões foram atingidos por um trem de carga que vinha em sentido contrário.
“As ferrovias são alvos fáceis. Estamos perdendo vidas de inocentes”, lamentou Banerjee.