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Ministro grego apresenta orçamento e nega mais medidas de austeridade

Arquivo Geral

18/11/2011 12h07

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, apresentou nesta sexta-feira no Parlamento o projeto do orçamento de 2012 e afirmou que não haverá medidas de austeridade além das anunciadas.

Em entrevista coletiva, Venizelos informou sobre a aprovação do projeto de lei pelo conselho de ministros esta manhã, e reiterou: “os orçamentos para 2012 não incluirão medidas de austeridade adicionais às já anunciadas”.

Pela primeira vez em décadas, o orçamento contempla obter um superávit primário e reduzir a enorme dívida pública. “Trata-se da primeira iniciativa do Governo de união nacional do primeiro-ministro Lucas Papademos”, disse Venizelos.

O ministro das Finanças Lembrou que a aprovação do projeto de lei e sua apresentação ao Parlamento é “o primeiro ato de um Governo formado por três partidos”, por isso os orçamentos contarão com “um amplo apoio, mais do que 3/5 (180 cadeiras) do Parlamento”.

Venizelos afirmou que o debate sobre o assunto no Parlamento começará no dia 3 de dezembro e terminará no dia 7 do mesmo mês com uma votação.

De acordo com o ministro, a aprovação dos orçamentos servirá de base para negociar o novo pacote de ajuda por parte da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 130 bilhões de euros até 2014.

Com esse segundo resgate, a ajuda externa à Grécia desde 2010 totalizará 240 bilhões de euros, dos quais o país cobrou até agora 65 bilhões e espera a entrega do sexto lance, de 8 bilhões de euros, do primeiro resgate (de 110 bilhões).

O orçamento de 2012 tramita “sob uma situação de grande crise” e inclui o plano de medidas de austeridade e reformas reajustado após consultas com a Comissão Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu (BCE), lembrou Venizelos.

O ministro se orgulhou de que após muitos anos o orçamento prevê um superávit primário, de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mas reconheceu que as medidas que o país teve que implementar até agora causaram uma recessão maior e um déficit de 12 bilhões de euros.

Entretanto, Venizelos confia que a dívida se tornará sustentável com o perdão de 100 bilhões de euros. Ele confirmou que para alcançar a meta devem ser implementados os previstos cortes de despesas nas empresas estatais e semiestatais, assim como a redução de funcionários no setor público e um programa de privatizações.

O ministro informou que se reunirá nesta sexta-feira com a missão integrada por analistas da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI, que também encontrarão com Papademos.

Venizelos ressaltou que seu país não é o único a sofrer uma crise. “Não somos os únicos que estão em contração econômica, toda a zona do euro está com problemas”, disse.

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