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Ministro francês não vê fim próximo ao conflito no Oriente Médio

Jean-Noel Barrot afirma que não há saída óbvia a curto prazo após reunião em Tel Aviv, mas França e aliados buscam solução duradoura.

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 13h01

Foto: ATTA KENARE / AFP

Foto: ATTA KENARE / AFP

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, declarou nesta sexta-feira (20) que não enxerga uma saída óbvia a curto prazo para o conflito no Oriente Médio, que se desenrola desde 7 de outubro de 2023. Ele enfatizou que isso não deve servir de pretexto para a inação e que a França e seus aliados continuarão trabalhando por uma solução duradoura.

Barrot fez as declarações após se reunir com o ministro israelense Gideon Saar em Tel Aviv. Durante a coletiva de imprensa subsequente, um alerta de mísseis iranianos lançado contra Israel interrompeu o evento, forçando o ministro, sua equipe e jornalistas a se abrigarem em um abrigo antiaéreo.

A visita de Barrot a Israel seguiu uma viagem ao Líbano na quinta-feira, como parte de esforços para reduzir a escalada da crise e promover um cessar-fogo. A França, que mantém laços históricos com o Líbano, atua ao lado dos Estados Unidos na mediação do conflito entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que lançou mísseis contra Israel.

No Líbano, Barrot expressou reservas de Paris sobre uma possível operação terrestre israelense no sul do país. Ele defendeu que o Exército libanês faça o possível para desarmar o Hezbollah, conforme exigido pelo governo libanês. O presidente Joseph Aoun, que se reuniu com o ministro francês, manifestou disposição para iniciar negociações diretas com Israel, que tem realizado ataques aéreos no Líbano desde que o Hezbollah disparou contra o território israelense em 2 de março.

No entanto, o Hezbollah rejeitou a iniciativa e prosseguiu com as ações de combate. Israel, por sua vez, recusou uma oferta de conversações diretas de Beirute, considerando-a insuficiente e tardia, segundo fontes familiarizadas com a situação.

Na semana passada, a França apresentou contrapropostas às ideias dos Estados Unidos para encerrar o conflito. Diplomatas indicaram que Washington reagiu de forma morna às sugestões, embora as discussões prossigam. Israel rejeitou as propostas, de acordo com essas fontes.

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