“Temos certeza que o futuro petrolífero do mundo é um futuro de crescimento, mas também de incerteza”, disse Chiriboga em discurso pronunciado durante a primeira sessão do simpósio ministerial da III Cúpula da Opep.
É a primeira vez que um ministro equatoriano participa de uma reunião com os colegas do grupo petroleiro desde que o país deixou o cartel, em 1992.
Em seu discurso, interpretado como um indício da postura com que o Equador retorna a esta organização, Chiriboga expressou seu agradecimento ao anfitrião, o ministro de Petróleo saudita, Ali bin Ibrahim Al-Naimi.
Zambrano afirmou que o Equador compartilha a “perspectiva de abastecer o mercado, (..) esforçar-se para produzir em termos de qualidade e eficiência este aumento, que requer a demanda”. Mas destacou que o desenvolvimento da indústria petrolífera deve levar em conta os aspectos ecológicos.
“Nossa produção deve ser compatível com o respeito ao meio ambiente, e, por isso, fazemos com que nossos parceiros usem as melhores tecnologias, com o objetivo de que nossos combustíveis sejam os maiores amigos do meio ambiente”, explicou.
Ele considerou que os consumidores também devem assumir sua parte de responsabilidade em relação à ecologia do planeta e que os países produtores de petróleo têm que desenvolver seus recursos em benefício de sua população.
O Equador voltou à Opep em 20 de outubro, com um acordo obtido com o secretariado da organização sobre o pagamento de dívidas pendentes, porque o presidente equatoriano, Rafael Correa, decidiu dar este passo como parte de sua política energética.
O presidente equatoriano, Rafael Correa, é esperado em Riad para participar da terceira cúpula de chefes de Estado da organização, e sua participação se considera o ato oficial da reincorporação.
Com o retorno do Equador – que já foi membro do grupo entre 1973 e 1992 – e a adesão de Angola em 1º de janeiro de 2007, a Opep, fundada em 1960, em Bagdá, se ampliou este ano de onze a treze membros.