O ministro de Ciência e Tecnologia venezuelano, adiposity Héctor Navarro, disse hoje que após a derrota eleitoral ocorrida na véspera, os revolucionários a favor do Governo do presidente Hugo Chávez devem agora crescer na adversidade.
Avançamos muito, mas ainda falta muito caminho a ser percorrido, disse Navarro ao canal estatal de televisão VTV.
Destacou a demonstração de coragem, vontade política, verdadeiramente democrática demonstrada por Chávez ao reconhecer e respeitar os resultados.
A proposta de reforma constitucional com características socialistas impulsionada por Chávez obteve rejeição por parte de 4,5 dos 8,8 milhões de pessoas que votaram no referendo, que registrou abstenção de 7,2 milhões de eleitores, de um total de 16 milhões de venezuelanos, conforme números oficiais.
O ministro disse que nesta etapa após o referendo deve-se considerar que uma das hipóteses com a qual a oposição e o império americano trabalham caiu, segundo a qual Chávez seria um ditador, um tirano, que não seria capaz de reconhecer uma derrota.
Temos que entender que há um revés com estes resultados, o que abre outros caminhos para o avanço das políticas, sobretudo no social, afirmou Navarro.
Ele disse também que com a derrota no referendo, caiu a tese segundo a qual o Governo estaria buscando uma abstenção que supostamente poderia favorecê-lo.
Após reconhecer a derrota, Chávez colocou a culpa na abstenção e comparou os resultados com os das eleições presidenciais ocorridas há um ano, quando conseguiu o direito a governar durante o período 2007-2013 e a abstenção chegou a 25,3%.
Lembrou que enquanto seu então adversário, o opositor Manuel Rosales, obteve cerca de 4,3 milhões de votos, ele obteve a vitória com 7,3 milhões.
Navarro disse que a reflexão também deve indicar o caminho a ser percorrido para a transição do socialismo. Para nós, socialistas, esta é uma tarefa que temos que continuar realizando, porque é vital em termos de uma projeção da espécie humana, acrescentou.
Apontou que outro avanço deixado pelo referendo foi com relação à oposição, que sempre tentou deslegitimar o Poder Eleitoral, agora dá credibilidade.
Nós que impulsionávamos a proposta sofremos um revés, mas isto não significa que não seguiremos avançando, em primeiro lugar porque a oposição agora reconhece e apóia a atual Constituição, que em outra época não aceitava.
Destacou também que hoje em dia fala-se de socialismo no mundo todo, graças a Chávez que expôs o tema, que deixou de ser um tabu.
Chávez ressaltou que sua proposta de reforma sofreu uma derrota por enquanto e considerou que todo o processo eleitoral foi um grande salto político no caminho rumo ao socialismo.
A abstenção nos venceu (…), por enquanto não conseguimos, afirmou, anunciando que a proposta continua, e pediu que seus seguidores não se sintam tristes nem aflitos.