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Ministro da Saúde calcula 50 mil mortos e 250 mil feridos no Haiti

Arquivo Geral

15/01/2010 0h00

Pelo menos 50 mil pessoas morreram e 250 mil ficaram feridas no terremoto de 7 graus na escala Richter que assolou Haiti na terça-feira passada, informou hoje o ministro haitiano de Saúde, Alex Larsen.

Segundo as primeiras estimativas da Direção de Defesa Civil, de 750 mil a 1 milhão de pessoas ficaram sem moradia, assinalou em entrevista coletiva Larsen, quem considerou prioritário a retirada dos corpos para evitar as epidemias.

Trata-se dos primeiros números apresentados pelo Governo haitiano desde o devastador terremoto, que atingiu 3 milhões de pessoas, uma terço da população do país mais pobre da América, conforme os organismos internacionais.

O ministro indicou que o Governo já estabeleceu os eixos prioritários de intervenção para enfrentar a tragédia: a saúde pública, a ajuda humanitária, os albergues provisórios, a logística para fornecer água e saneamento, assim como a reconstrução.

A partir da Direção Central da Polícia Judiciária, Larsen destacou a importância de retirar das vias públicas os corpos em decomposição para evitar as epidemias.

Além disso, fez um chamado a todas as equipes médicas, em especial dos membros da Saúde Pública, para que voltem a seus lugares de trabalho para atender aos milhares de feridos após o movimento telúrico.

Os lesionados no terremoto de terça-feira passada no Haiti estão morrendo nos hospitais, que estão completamente transbordados, por falta de auxílio, de remédios e até de comida, segundo constatou Efe.

“Os que não morrem por seus ferimentos, morrem de fome”, denunciou hoje em declarações à Agência Efe o diretor do Hospital Geral, Guy Laroche. “Aqui há três dias que não chega nada de ajuda externa”, recalcou.

“Vi morrer feridos que precisavam de amputação entre gritos desesperadores, sem poder fazer nada porque não tinha material nem de amputação nem sangue para transfusões”, disse Genevieve Reynold Savain, proprietária da clínica privada CDTI, no bairro de Sacré Coeur.

Mas o caso mais trágico é o do Hospital Geral, público, o maior da capital, com 2 mil corpos em suas instalações e um número de feridos “que já não posso nem contar”, indicou Laroche.

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