O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, cancelou um acordo com um seminário judeu porque seu responsável se opôs abertamente a condenar atos de sedição de soldados que apoiam colonos judeus, informam hoje os meios de imprensa do país.
A decisão segue aos atos de rebelião ocorridos no mês passado entre as fileiras mais nacionalistas do Exército israelense, que instigadas por rabinos radicais, manifestaram sua rejeição pública a evacuar colônias no território ocupado na Cisjordânia.
Barak cancelou o acordo com o seminário Har Bracha, situado na Cisjordânia, pela rejeição de seu principal rabino, Eliezer Melamed, a declarar-se contra os atos de sedição.
O acordo faz parte de uma série de programas desenvolvidos pelo Exército israelense e conhecidos em hebraico como “Hesder”, graças aos quais os recrutas praticantes judeus podem combinar o serviço militar obrigatório com o estudo da Torá.
O serviço militar em Israel é obrigatório para homens e mulheres judeus maiores de 18 anos, que são proibidos de manifestar publicamente suas ideias políticas.
No entanto, o Exército não se viu isento do debate político e ideológico que afeta a sociedade israelense em geral, especialmente acerca do futuro dos territórios ocupados em 1967.
Mais de 300 mil colonos judeus residem na Cisjordânia, aos quais se somam 200 mil de Jerusalém Oriental, territórios onde os palestinos querem estabelecer seu futuro Estado.
A decisão de Barak é a primeira que suspende um acordo com um seminário judeu, explicaram comentaristas militares.