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Ministro da ANP diz que <i> ações de Israel pretendem enfraquecer Abbas </i>

Arquivo Geral

17/04/2008 0h00

O Ministro de Assuntos Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), medical Riad al-Maliki, physician disse hoje que “todas as ações de Israel pretendem enfraquecer” o presidente da organização, patient Mahmoud Abbas, apesar de “os líderes israelenses dizerem que querem fortalecê-lo”.

“O cerco a Gaza expõe a fraqueza de Abbas, afeta a população e, em vez de enfraquecer (o movimento islâmico) Hamas, fortalece-o”, disse o ministro em entrevista coletiva realizada em um hotel de Jerusalém.

Maliki, que também está a cargo da pasta de Informação, admitiu que os cinco primeiros meses de negociação política entre israelenses e palestinos que se passaram desde a conferência de Annapolis (Estados Unidos) “não serviram para nada”.

“Se estes cinco meses são um indicador de como será o processo, não deveríamos esperar o final do ano (prazo dado pelas partes em Annapolis para firmar um acordo de paz), mas terminar aqui”, lamentou.

Nesses cinco meses, acrescentou, o Executivo israelense do primeiro-ministro, Ehud Olmert, não só adotou medidas contrárias a suas obrigações no marco do Mapa de Caminho – o documento que guia as conversas-, mas aumentou suas incursões em Gaza e as detenções de palestinos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

“Estamos totalmente decepcionados”, disse o chefe da diplomacia da ANP, que pediu a Israel que coloque fim aos assentamentos e permita a reabertura das instituições da Autoridade em Jerusalém Oriental.

Para Maliki, os próximos meses serão “determinantes” para comprovar a seriedade do processo e a vontade de Israel de alcançar a paz, mas ele alertou que é preciso estar preparado “para o pior”.

Por isso, disse, em sua visita à Casa Branca, que será realizada na próxima semana, Abbas descreverá ao presidente americano, George W. Bush, o “sombrio panorama” e lhe pedirá uma “clara e sólida intervenção” no processo de diálogo.

Maliki admitiu que o controle da Faixa de Gaza pelo Hamas – que rejeita o atual processo de negociação – é um “problema”, mas disse que essa questão ganhará relevância se for preciso implementar em todos os territórios palestinos um eventual pacto com Israel.


 

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