Menu
Mundo

Ministro colombiano acha que Farc não entregará corpos de deputados

Arquivo Geral

08/07/2007 0h00

O ministro das Relações Exteriores colombiano, and Fernando Araújo, acha que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não entregarão os cadáveres de onze deputados mortos enquanto estavam seqüestrados, porque, assim, “entregariam as provas materiais do assassinato”.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal espanhol La Razón, Araújo lembra ocasiões em que a guerrilha não devolveu os corpos de outras vítimas e acrescenta que, neste caso, ao “entregar os corpos, (as Farc) entregariam as provas materiais de seu assassinato” e que não terão “como manter a tese de que foram vítimas de fogo cruzado”.

Araújo afirma que o governo não tem relatórios de inteligência sobre estas mortes, mas diz que “a leitura que fazemos é que foi um assassinato a sangue frio por razões que desconhecemos”.

Em 28 de junho passado, as Farc anunciaram que onze deputados que mantinham seqüestrados há cinco anos morreram “no meio do fogo cruzado, quando um grupo militar não identificado” atacou o acampamento onde estavam.

O ministro afirma também que o governo da Colômbia está trabalhando junto com a Cruz Vermelha Internacional “com total e absoluta discrição”, tentando conseguir a entrega dos cadáveres.

O grupo guerrilheiro insiste em que o governo aceite a desmilitarização de dois municípios do sudoeste da Colômbia, como condição para aceitar uma troca humanitária de guerrilheiros presos por cidadãos seqüestrados.

Araújo afirma que o Governo facilitaria a saída de alguns guerrilheiros da prisão em troca da libertação de seqüestrados, “mas a possibilidade de desocupar parte do território às Farc é inaceitável”.

O governo da Colômbia não pode aceitar a pretensão das Farc, diz o ministro, “porque as experiências anteriores sobre isso foram utilizadas pela guerrilha para se reagrupar, se rearmar ou seqüestrar”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado