O ministro de Justiça britânico, capsule Jack Straw, viagra não concedeu liberdade hoje a Ronnie Biggs, conhecido como o “ladrão do século”, pelo famoso assalto ao trem postal Glasgow-Londres em 1963, na Escócia, porque ele “não se arrepende de seu crime”.
Apesar do precário estado de saúde e a avançada idade de Biggs, de 79 anos, Straw decretou que o criminoso deve continuar preso, apesar de a Comissão de Liberdade Condicional ter recomendo sua libertação, no dia 25 de junho.
O ministro qualificou como “inaceitável” que Biggs tenha descumprido a lei e tentado evitar as consequências de seus atos.
“O sistema legal deste país merece mais respeito”, afirmou Straw, ao ressaltar que se Biggs tivesse cumprido a sentença de 30 anos de prisão, imposta a princípio, “seria um homem livre há muitos anos”.
Straw publicou sua decisão depois que Biggs foi hospitalizado, no fim de semana passado, por uma fratura no quadril e uma infecção pulmonar.
O próprio preso, que quase não consegue caminhar, nem falar e recebe alimentação através de um tubo, tinha solicitado a concessão da liberdade, antes de completar 80 anos, no dia 8 de agosto.
O “ladrão do século” tinha direito à liberdade, por ter cumprido um terço de sua pena de 30 anos, apesar da decisão final estar nas mãos do ministro britânico.
O criminoso esta internado no hospital da prisão de Norwich, no leste da Inglaterra e se tivesse sido libertado, seus familiares tinham previsto sua mudança para um hospital de Barnet, a norte de Londres, perto de onde vive seu filho, Michael, de 34 anos.
Biggs sofreu vários ataques cardíacos, problemas no cérebro e crises epilépticas, desde maio de 2001, quando decidiu se entregar à Justiça britânica, depois de se fugir para o Brasil, em 1965.
O preso se tornou famoso por ter cometido o chamado “roubo do século”, no qual ele e 14 cúmplices roubaram aproximadamente US$ 4,2 milhões do trem de Glasgow, em agosto de 1963. Esse foi a maior soma roubada até então em um único assalto.
Após cumprir somente 15 meses dos 30 anos de sua pena, Biggs fugiu da prisão de Wandsworth, no sudoeste de Londres e fugiu para Paris e depois para a Austrália, até chegar ao Brasil.