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Mundo

Ministro argelino diz que há consenso na Opep para manter produção

Arquivo Geral

27/05/2009 0h00

O ministro da Energia da Argélia, buy information pills Chakib Khelil, disse hoje, em Viena, que existe de fato um consenso na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para não alterar a cota vigente de produção conjunta, fixada em 24,8 milhões de barris diários (mbd).

“Há sinais positivos que sustentam os preços (do petróleo). Os preços estão estabilizando a economia, por que mudar?”, disse Khelil aos jornalistas que o aguardavam na chegada dele a Viena, onde amanhã participará da reunião extraordinária da Opep.

“Veremos amanhã, mas minha impressão pessoal é que não haverá nenhum corte (da cota)”, disse.

O ministro argelino destacou os sinais positivos que apontam para o início de uma recuperação financeira, que iria acompanhada de um fortalecimento do preço do barril de petróleo.

“Há uma maior demanda de gasolina e a economia está funcionando melhor”, estimou Khelil, e previu o preço do barril ficará no final deste ano “entre US$ 60 e US$ 75”, entre outros, devido a um ambiente otimista, já que “especialmente as pessoas nos EUA acreditam que as coisas vão melhorar”.

O representante da Líbia, Shokri Ghanem, expressou-se de forma semelhante, e disse ver “uma recuperação”.

“Acho que a economia está se recuperando, especialmente nos EUA. Acho que os preços (do petróleo) continuarão melhorando”, disse.

No entanto, os dois ministros expressaram sua preocupação com a quantidade de petróleo excedente que foi armazenada nos estoques das nações consumidoras e em navios, porque a oferta supera a demanda.

Além disso, Khelil não descartou que a recente recuperação do preço, baseada no otimismo, possa ser uma bolha e tenha o risco de explodir, com o conseguinte desabamento dos preços.

O Comitê de Monitoramento Ministerial da Opep, em sua habitual reunião prévia à conferência, concluiu hoje que as reservas armazenadas de petróleo estão muito altas.

Segundo o ministro do Petróleo nigeriano, Rilwanu Lukman, o comitê ressaltou também a necessidade de que o grupo melhore o nível do cumprimento dos cortes de produção definidos no ano passado, por um total de 4,2 milhões de barris diários, cerca de 5% da produção mundial de petróleo.

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