“Os cidadãos não gostam de alguns aspectos da política de Bruxelas porque não são suficientemente transparentes”, afirma o ministro hoje no jornal “Welt am Sonntag”.
Schäuble considera que os países-membros devem levar “muito a sério” a resposta negativa dos irlandeses, mas insistiu em que algumas pessoas não podem tomar uma decisão em nome dos 495 milhões de europeus.
“Dizer que o povo é contra o Tratado de Lisboa é um disparate”, diz Schäuble, que pede aos Governos para “buscar soluções” a fim de evitar que se “chegue a uma crise maior” na cúpula que manterão a próxima semana.
No entanto, destacou que na Europa existe uma “clara maioria” que apóia que se leve adiante o processo de ratificação do Tratado de Lisboa.
Schäuble propôs, como método para aproximar as decisões de Bruxelas dos cidadãos, que o presidente da Comissão Européia (órgão executivo da UE) possa ser eleito no futuro através de eleições.