O ministro da Economia da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, prevê que a Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) aprove o resgate do fabricante automobilístico Opel, apesar da oposição em alguns países.
Guttenberg disse, no Salão do Automóvel de Frankfurt, que “trabalhamos para que a Comissão Europeia aprove convenientemente”.
Ao mesmo tempo, o ministro da Economia alemão advertiu sobre relacionar as ajudas estatais alemãs à redução de postos de trabalho prevista pelo produtor de autopeças austríaco-canadense Magna nas quatro fábricas de Opel na Alemanha.
“Então, não estaremos conformes a União Europeia (UE)”, disse Guttenberg.
Segundo informa hoje o jornal britânico “Financial Times”, o ministro de Negócios do Reino Unido, Peter Mandelson, enviou uma carta dirigida à comissária de Concorrência da UE, Neelie Kroes, na qual adverte que o plano de reestruturação da Magna é caro demais e injusto em seu tratamento às fábricas mais produtivas.
“Está previsto que as unidades mais eficientes do Reino Unido e da Espanha trabalhem abaixo de sua capacidade a favor de outras fábricas da General Motors menos eficientes”, denuncia Mandelson.
Além disso, exige que a Comissão Europeia examine a fundo o plano da Magna, que conta com obter um crédito público, para comprovar que tenha viabilidade comercial e não se baseie em subsídios e ajudas públicas.
O comitê de empresa da General Motors (GM) Europa se reúne hoje na sede central da Opel, na localidade alemã de Rüsselsheim, para analisar o corte de 11 mil empregos previsto pela Magna.