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Mundo

Ministro alemão defende no Afeganistão a investigação do bombardeio em Kunduz

Arquivo Geral

11/12/2009 0h00

O ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, defendeu hoje perante soldados de seu país no Afeganistão a abertura de uma investigação parlamentar sobre o polêmico bombardeio ordenado por um coronel germânico na zona de Kunduz, que custou a vida a 142 pessoas, muitas delas civis.


“O Parlamento tem a necessidade legítima de esclarecer o que ocorreu”, disse o ministro, segundo o site do Exército alemão.


O titular da Defesa assegurou que também quer a maior transparência possível perante o Parlamento e o povo alemão, mas pediu para que a investigação não se transforme em uma ferramenta para “tirar crédito” dos soldados.


O bombardeio de Kunduz, no último dia 4 de setembro, foi ordenado pelo coronel alemão Georg Klein, que decidiu atacar dois caminhões de combustíveis sequestrados por rebeldes talibãs, por considerar que eles representavam uma ameaça de atentado contra instalações das forças internacionais no país asiático.


Guttenberg mudou de postura respeito do bombardeio. Após dizer, quando assumiu o cargo, que a ação tinha sido “militarmente adequada”, agora ele afirma que foi uma reação “objetivamente desproporcional”. Seu antecessor, Josef Jung, foi obrigado a renunciar após o ataque.


Em declarações à rede de televisão pública alemã “ARD”, Guttenberg garantiu que as vítimas serão indenizadas rapidamente e sem impedimentos burocráticos.


Guttenberg fez uma viagem surpresa ao Afeganistão, acompanhado por delegados de todos os partidos com representação no Bundestag (parlamento alemão) e sem a companhia de jornalistas.


O ministro não falou com os soldados em Kunduz sobre os detalhes do bombardeio, já que a tropa foi totalmente renovada. Os militares que estão agora na missão não faziam parte dela em setembro, quando aconteceram as explosões.

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