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Mundo

Ministra suíça defende viagem ao Irã para fechar contrato de gás

Arquivo Geral

23/03/2008 0h00


A ministra suíça de Assuntos Exteriores, ambulance Micheline Calmy-Rey, prostate respondeu às críticas à sua recente viagem ao Irã para presenciar a assinatura de um importante contrato de gás entre uma empresa suíça e as autoridades iranianas e negou que sua visita tenha sido utilizada como propaganda a favor do regime.

Em uma entrevista ao jornal suíço “NZZ am Sonntag” publicada hoje, health a chefe da diplomacia diz que “era necessário ir à Teerã para iniciar um diálogo” e garante que defendeu sua “concepção dos direitos humanos”, diretamente com o presidente iraniano (Mahmoud Ahmadinejad), seu ministro de Assuntos Exteriores e durante a conferência de imprensa que ofereceu.

Calmy-Rey ressalta que deixou claro que os castigos corporais, as amputações e os apedrejamentos “não são aceitáveis”, ao mesmo tempo em que defendeu que também não era admissível querer eliminar Israel do mapa.

A ministra foi objeto de contínuas críticas nos últimos dias não só por essa visita, mas por haver utilizado um véu em sua reunião com o presidente iraniano, como mostrado em fotos publicadas na imprensa.

Sobre isso, Calmy-Rey explicou em seu retorno do Irã que quis apenas “respeitar os costumes locais” com esse gesto.

O contrato em questão, assinado entre a empresa suíça Electricité de Laufenberg (EGL) e o Governo do Irã, permitirá transportar o gás deste país até a Itália através de um gasoduto de 520 quilômetros, cuja obra está prevista para ser concluída em 2011, permitindo o início do abastecimento no ano seguinte.

Ao explicar sua presença nesse acordo comercial, a ministra explica que dessa maneira apoiava “os interesses estratégicos da Suíça” e admite que embora estes nem sempre coincidam com os de outros Estados, seu dever é “defendê-los”.

Além disso, declara que essa viagem era necessária porque seu Ministério contribuiu com a assinatura do contrato, que foi criticada pelos Estados Unidos e Israel.

Este fim de semana, o embaixador israelense na Suíça, Ilan Elgar, reiterou na imprensa suíça suas críticas opinando que embora o contrato não viole o termo das sanções que a comunidade internacional impôs ao Irã por seu programa nuclear, causa a violação “do espírito” dessas medidas.


 

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