A ministra de Interior britânica, drug Jacqui Smith, afirmou hoje que a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, em julho de 2005, foi uma “tragédia que causou uma grande comoção”, e reiterou suas desculpas à família.
“O que aprendemos com os relatos dos eventos trágicos do dia (em que Jean Charles morreu) lembra a todos as circunstâncias extremamente exigentes nas quais a Polícia trabalha para nos proteger de mais ataques terroristas”, disse Smith.
Ela fez as declarações após o anúncio do veredicto emitido pelo júri do inquérito público sobre a morte do eletricista de 27 anos.
“A Polícia Metropolitana (de Londres) está à frente da luta contra o crime e o terrorismo”, afirmou.
Após sete dias de deliberações, o júri não se pronunciou hoje sobre a responsabilidade policial no fato e optou pelo “veredicto aberto”, no qual deixa claro que não foi homicídio justificado, como era a outra possibilidade dada pelo juiz.
O juiz da investigação, Michael Wright, tinha negado ao júri a opção de homicídio injustificado e lhe deu duas únicas opções, o homicídio justificado ou veredicto aberto, algo duramente criticado pela família.
O homicídio injustificado teria dado a opção à família de apresentar acusações contra os agentes que fizeram os disparos.
Jean Charles foi morto a tiros em 22 de julho de 2005, um dia depois dos atentados frustrados de 21 de julho de 2005 contra três trens do metrô de Londres e um ônibus urbano. Ele foi confundido pelos agentes com um terrorista suicida