Menu
Mundo

Militares da Guiné aceitam investigação internacional sobre repressão

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

A junta militar que governa Guiné aceitou hoje a criação de uma comissão internacional para investigar o massacre de pelo menos 160 pessoas na repressão policial a uma concentração opositora, na segunda-feira, e pediu a formação de um Governo de união nacional.

Em declarações divulgadas hoje pela imprensa local, o chefe da junta militar no poder na Guiné, capitão Moussa Dadis Camara, admitiu que não manteve o controle das forças responsáveis pelo massacre e que aceitou a formação de uma comissão de investigação formada por organizações de direitos humanos.

A comissão de investigação, que atuaria sob a observação das Nações Unidas, também foi solicitada pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), da qual Guiné faz parte.

Camara acusou os dirigentes opositores de organizarem uma concentração proibida pelo Ministério do Interior, que deu origem à violenta repressão, na qual além dos mortos, mais de 1.200 ficaram feridas, entre elas vários líderes políticos.

Sobre a formação de um Governo de união nacional, Camara não deu outros detalhes nem se referiu ao processo eleitoral, ao qual considera se candidatar, embora tenha descartado a possibilidade após o golpe que levou os militares ao poder no dia 23 de dezembro de 2008.

Em entrevista divulgada hoje pelo programa regional da emissora “RFI”, captado em Dacar, Camara disse que enfrenta um “dilema” e que não tomou uma decisão sobre se vai se apresentar como candidato às eleições presidenciais, “pois uma parte do povo reivindica minha candidatura nas eleições e outra rejeita”.

Também disse que é “refém do Exército” e assegurou que outros comandantes já advertiram: “se deixar o poder, nós o tomaremos”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado