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Militar e ex-ministro do Kadima decide romper boicote israelense ao Hamas

Arquivo Geral

10/11/2009 0h00

O ex-ministro de Transporte e ex-chefe do Exército, Shaul Mofaz, decidiu romper o boicote de Israel ao movimento islamita Hamas e reunir-se com qualquer de seus líderes que esteja disposto a vê-lo.

Mofaz, um dos falcões da política israelense, disse parafraseando a Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial que está disposto a “falar com o próprio diabo se isso traz a paz”, informou a rádio pública israelense.

Israel, EUA e a União Europeia boicotam ao Hamas sob a justificativa de que o grupo não cumpre as três condições que lhe pôs o Quarteto de Madri em 2006 após ganhar as eleições legislativas palestinas: separar-se do caminho da violência, reconhecer Israel e aceitar os acordos de paz assinados no passado.

No domingo, o número dois do partido de oposição Kadima levantou uma grande polêmica ao apresentar um plano de ação destinado a reativar o processo de paz do Oriente Médio e que estabelecia a declaração no prazo de um ano de um estado independente palestino de fronteiras provisórias em 60% do território da Cisjordânia.

Também advogava por falar com o movimento islamita que governa Gaza em uma tendência que rompe abertamente o consenso entre os principais partidos com representação no Parlamento (Knesset).

Até agora um dos políticos israelenses mais radicais em sua atitude em direção ao Hamas e os palestinos, Mofaz, alegou que se este movimento vence nas próximas eleições na ANP, a celebrar-se em 2010, ele estará disposto a falar com eles.

“Se os (atuais) líderes do Hamas, a cujos dirigentes eu matei, querem sentar-se a falar comigo, eu farei”, assegurou ao Canal 10 da televisão.

Hamas respondeu no domingo à abertura de Mofaz com um “não” rotundo, mas os próximos ao ex-ministro que tentam promover a reunião acham que não é impossível.

Entre os nomes que ventilam como possível interlocutora está o de Mahmoud Zahar, dirigente islamita na Faixa de Gaza, embora antes o escritório de Mofaz verificará se a lei israelense, que pões o Hamas como organização terrorista, não impede este tipo de encontros.

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