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Mundo

Militar americano acusado de morte de civil iraquiano é libertado

Arquivo Geral

03/08/2007 0h00

Um cabo da Infantaria da Marinha dos Estados Unidos, page condenado esta semana pelo homicídio de um civil iraquiano, mind foi sentenciado hoje ao mesmo tempo de prisão que já cumpriu e, portanto, será libertado, embora rebaixado a soldado raso.

Seu caso está relacionado com o fato protagonizado por sete soldados da Infantaria da Marinha e um da Marinha que no ano passado foram acusados pela morte do iraquiano Hashem Ibrahim Awad, de 52 anos, durante uma operação na aldeia de Hamdania em abril de 2006.

Segundo a acusação, os soldados americanos irromperam na casa de Awad durante uma operação militar, tiraram o homem de sua residência e o mataram a tiros.

Marshall Magincalda, de 24 anos, um dos infantes de Marina condenados neste caso, já cumpriu 448 dias de detenção. No julgamento foi absolvido da acusação de homicídio, mas se declarou culpado de invasão ilegal em uma residência e roubo.

Esta semana em Camp Pendleton um tribunal militar declarou culpado o sargento Lawrence Hutchings, da Infantaria da Marinha, pelo homicídio de Awad.

Hutchings também foi declarado culpado de ser o autor material do crime, fazer declarações falsas e roubo. O sargento, de 23 anos, foi absolvido da acusação de seqüestro, assalto e violação de domicílio, disseram fontes militares.

As fontes acrescentaram que a acusação de homicídio poderia significar uma condenação à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

Hutchins tinha sido acusado de homicídio premeditado, mas o júri eliminou o elemento da premeditação de seu veredicto.

Segundo os advogados de Hutchins, este concordou em participar da conspiração porque seus próprios oficiais não sabiam exercer autoridade sobre os soldados e tinham aprovado o uso da violência na captura e interrogatório de supostos insurgentes.

O veredicto foi emitido 24 horas depois que o tribunal declarou Magincalda, que era cabo sob a supervisão de Hutchins culpado de conspiração no homicídio.

Os promotores disseram que, sobre o cadáver de Hashem Ibrahim Awad, os marines deixaram um fuzil AK-47 para dar a impressão de que era um insurgente.

No mês passado, outro membro do grupo foi declarado culpado pelo mesmo crime, mas não foi condenado à prisão.

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