Milicianos palestinos dispararam hoje 22 foguetes e uma bomba da Faixa de Gaza contra o território israelense, look sem, no entanto, causar vítimas, quando faltam apenas dois dias para expirar a trégua de seis meses estipulada entre Israel e Hamas.
Uma porta-voz militar israelense disse à Agência Efe que os foguetes caíram nas cidades israelenses de Ashkelon e Sderot, assim como em áreas despovoadas ao redor da faixa.
Várias pessoas foram atendidas por ataques de pânico, enquanto 20 carros sofreram danos materiais, informou a Polícia.
A porta-voz militar confirmou também que helicópteros israelenses bombardearam nesta tarde uma plataforma de lançamento de foguetes na altura da cidade palestina de Beit Hanoun, no norte da faixa.
O aumento dobrado nos ataques com foguetes hoje -ontem, terça-feira, foram 11- pode pôr em perigo o cessar-fogo que em 19 de junho firmaram o movimento islamita Hamas e Israel, e que expira na madrugada da sexta-feira.
O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, afirmou hoje que Israel “não quer mobilizar uma operação” em Gaza, mas se a situação “mostrá-la necessária, faremos”.
“Decidiremos qual será o lugar e o momento adequado”, acrescentou Barak em um ato público esta tarde no Instituto de Segurança Nacional.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, também falou hoje da espiral de violência do último mês e manifestou que “o lançamento (de foguetes) nos esclarece o que dizemos todo o tempo”.
“Não pode se apresentar uma situação na qual tenhamos acordado uma trégua e a realidade no terreno seja completamente distinta”, disse Olmert.
Ao longo do dia, numerosos líderes israelenses apelaram ao Governo de Olmert para que dê fim aos ataques palestinos e não aceite “esta calma virtual”.
A organização terrorista Jihad Islâmica, que reivindicou a autoria de alguns dos lançamentos, disse que eles respondem à morte por membros das forças especiais israelenses de um destacado dirigente de seu braço militar, ontem, no norte da Cisjordânia.
O Hamas anunciou que não tem intenção de prorrogar seu compromisso de trégua, a menos que Israel se comprometa também a abrir as passagens a Gaza e abastecer livremente a população.
Nos últimos dois anos, desde que foi capturado o soldado israelense Gilad Shalit, Gaza está submissa às decisões unilaterais de Israel e as quantidades de produtos que entram dependem de se abrir ou não as passagens das fronteiras.
Também influem os ataques com foguetes de Gaza por parte de outras milícias, e a política israelense de que, antes de abrir as passagens, deve haver um período de 24 horas sem ataques com foguetes.