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Milhões de xiitas lembram hoje o fim do luto pela morte do imã Hussein

Arquivo Geral

28/02/2008 0h00

Milhões de muçulmanos xiitas participam hoje da festividade do Arbain, about it que lembra o final dos 40 dias de luto guardados a cada ano em lembrança da morte do imã Hussein no campo de batalha, online há mais de 1.300 anos.


Nos últimos dias, centenas de milhares de fiéis peregrinaram rumo à cidade de Karbala, 110 quilômetros ao sul de Bagdá, local onde Hussein morreu junto a seu irmão, Abbas, durante confronto contra o Exército do califa omíada Yazid.


As rezas e as lamentações, acompanhadas pela autoflagelação, são marcantes no Arbain, durante o qual por muitas vezes o sangue é a máxima expressão da tristeza dos xiitas, que lamentam não terem podido salvar seu imame.


Hussein era neto do profeta Maomé e foi o terceiro imame xiita após seu pai, Ali ibn Abi Taleb – que se casou com uma filha de Maomé -, e de seu irmão Hassan.


Mais de 40 mil soldados e policiais foram destacados hoje para a cidade de Karbala para evitarem incidentes durante a celebração do Arbain, uma das festas mais importantes do calendário xiita.


O contingente das forças de segurança impôs rigorosos controles de segurança nos acessos à cidade para tentar evitar atentados terroristas como os que ocorreram em anos anteriores e que mataram dezenas de pessoas.


De acordo com as previsões do Ministério do Interior iraquiano, mais de seis milhões de peregrinos participarão dos rituais de celebração do martírio do terceiro imame dos xiitas.


Segundo um comunicado da Presidência iraquiana, um dos dois vice-presidentes do país, o xiita Adel Abdel Mahdi, partiu a pé de Bagdá nesta quinta-feira rumo a Karbala.


“A batalha de Karbala representa a revolução do justo contra o injusto”, disse Mahdi.


De acordo com dados do Governo iraquiano, mais de 70 mil xiitas provenientes de Irã, Paquistão e de outros países passaram por Bagdá a caminho de Karbala.


O general Raed Shaker Jawdat, principal responsável pelas forças de segurança presentes em Karbala, anunciou a detenção de oito militantes do grupo “Soldados do Paraíso”, dirigidos por Ahmed al Yamani, que garante ser o “al-Mahdi al-Muntazar” – o guia esperado pelos xiitas desde seu desaparecimento, no ano 784.


Cerca de 300 bombas e 120 fuzis foram apreendidos durante diversas campanhas de fiscalização.


Apesar das intensas medidas de segurança postas em prática há vários dias na região, cerca de 60 pessoas morreram na semana passada em um atentado na cidade de Iskandariya, 50 quilômetros ao sul de Bagdá.


Os rituais do Arbain incluem uma visita ao mausoléu de Hussein e de seu irmão Abbas, considerados “os mártires da justiça e da verdade na luta contra a injustiça”.


Os xiitas são entre 10% e 15% dos muçulmanos do mundo. O Irã é o país de maior população xiita – 95% dos iranianos praticam esta religião -, seguido de Paquistão, Bangladesh, Indonésia e Iraque.

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