Milhares de pessoas marcharam nesta segunda-feira (5) em Caracas para exigir a libertação do presidente deposto Nicolás Maduro, capturado em uma operação militar dos Estados Unidos.
A manifestação se concentrou nos arredores do Parlamento venezuelano, onde Delcy Rodríguez prestou juramento como presidente interina. Ela era vice-presidente e a primeira na linha de sucessão.
“Maduro, aguenta, que a Venezuela se levanta!”, entoavam os manifestantes sob o forte sol de Caracas.
“Trump–Marco Rubio malditos assassinos sequestradores. Onde está realmente a verdadeira justiça nos EUA?”, lia-se em um cartaz.
Eles carregavam bandeiras da Venezuela e bonecos de “Super Bigote” (Super Bigode) e “Super Cilita”, personagens de propaganda inspirados em Maduro e em sua esposa, Cilia Flores, também presa na operação americana.
Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente deposto, disse em um discurso aos manifestantes que teve uma comunicação “indireta” com seu pai.
“Não posso dizer mais nada”, advertiu diante da multidão. “Lá temos uma boa equipe que está nos apoiando e ajudando a defender a dignidade”, acrescentou o filho de Maduro, conhecido popularmente como “Nicolasito”.
Maduro foi apresentado nesta segunda-feira a um juiz em um tribunal de Nova York, onde se declarou inocente das acusações de narcotráfico e terrorismo.
“Independentemente de Nicolás Maduro ter algum problema com a Justiça, essa não era a forma de fazer isso”, disse à AFP Flor Alberto, de 32 anos.
“Estamos marchando porque queremos mostrar ao mundo que o nosso presidente Nicolás Maduro e a nossa primeira combatente Cilia Flores não estão sozinhos. [Há] um povo que está disposto a dar a vida por eles”, afirmou, por sua vez, Antony Quintana, de 39 anos.
AFP