O comboio de três ônibus com 137 brasileiros que deixou a capital do Líbano, approved buy more about Beirute, já estão na Turquia em direção à Adana, onde um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) aguarda para trazê-los de volta ao Brasil.
O grupo foge dos ataques de Israel ao sul do Líbano para atingir bases Hezbollah. Contudo, autoridades libanesas confirmam que a maioria dos mortos até agora são civis. Sete brasileiros já morreram nos bombardeios.
Agora, o total de brasileiros retirados da região é de 330. Segundo o embaixador Everton Vargas, coordenador do grupo de trabalho para ajuda aos brasileiros no Líbano, o governo brasileiro tem mantido contato constante com as autoridades israelenses para informar o trajeto e garantir a segurança do grupo.
Os ônibus possuem bandeiras brasileiras e identificação oficial. Os passagerios embarcarão no Boeing 707 que deixou o Brasil na tarde de sexta-feira e tem capacidade para transportar 150 passageiros. A chegada está marcada para a noite de domingo.
Milhares de manifestantes marcharam pelas ruas de Londres e outras centenas de pessoas se reuniram em Amsterdã no sábado, link para protestar contra os ataques israelenses ao Líbano e contra a recusa dos governos dos EUA e da Grã-Bretanha a condená-los.
A polícia disse que cerca de 7 mil pessoas aglomeraram-se nos protestos de Londres, que serpentearam das margens do Tâmisa ao Hyde Park.
Muitos carregavam a bandeira vermelha e branca do Líbano e cartazes condenando "os crimes israelenses no Líbano".
"Somos todos Hezbollah. Boicotem Israel", dizia um cartaz. "Eixo do mal: Bush, Blair, Olmert", dizia outro, referindo-se aos líderes políticos dos EUA, da Grã-Bretanha e de Israel.
"Vendo a devastação em nossas telas de televisão nos últimos dias, é impossível não considerar a resposta israelense uma enorme reação desproporcional", disse Yasmin Ataullah, porta-voz da Iniciativa Muçulmana Britânica, um dos grupos que organizaram o comício.
Outras centenas de manifestantes tomaram as ruas de Birmingham, Manchester, Glasgow, Newcastle e Sheffield.
Em Amsterdã, cerca de 700 pessoas aglomeraram-se perto da Dam Square para condenar a ofensiva isralense, que matou 349 pessoas no Líbano, a maioria civis, durante os últimos 11 dias.
"Venceremos os maiores terroristas do mundo", afirmou Ali Nasraka Afyouni, um libanês de 23 anos que deixou o sul do país há sete anos, para morar na Holanda.
O protesto aconteceu dois dias depois que cerca de 2 mil manifestantes favoráveis a Israel reuniram-se em Amsterdã.
Foram planejadas mostras semelhantes de solidariedade a Israel perto de Londres, na noite do domingo, e serão dirigidas pelo principal rabino da Grã-Bretanha.
"Israel tem o direito de se defender contra ataques espontâneos a seu solo soberano", disse Henry Grunwald, presidente do Conselho de Representantes dos Judeus Britânicos.
Grande parte da raiva do protesto de sábado em Londres dirigiu-se contra o governo britânico por sua recusa em condenar abertamente as ações de Israel e pedir um cessar-fogo imediato.
"Estamos enojados pela maneira como os EUA e a Grã-Bretanha isolaram-se do resto da comunidade internacional", disse Ataullah.
Falando de Beirute, o ministro das Relações Exteriores, Kim Howells, fez a mais dura crítica já feita por um ministro britânico contra Israel.
"Estes não foram ataques cirúrgicos. É muito, muito difícil entender o tipo de tática militar que tem sido usado", declarou ele a repórteres.
"Você sabe, se eles estão perseguindo o Hezbollah, que busquem o Hezbollah. Não se persegue a nação libanesa inteira".