Milhares de pessoas se manifestaram hoje em Londres a favor de um rigoroso acordo global contra a mudança climática e pressionaram os líderes mundiais para que alcancem esse pacto na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começa na segunda-feira, em Copenhague.
A reunião, que contará com a presença de mais de 100 líderes de Estado e de Governo, será realizará na capital dinamarquesa de 7 a 18 de dezembro. O objetivo é alcançar um acordo para determinar um corte das emissões de gases que provocam o efeito estufa, além de buscar um consenso para fornecer ajuda financeira aos países em desenvolvimento, para ajudá-los a enfrentar os efeitos da mudança climática.
Com a proximidade da cúpula, vários protestos em conjunto, que ficaram conhecidos como “A Onda”, reuniram 20 mil pessoas nas ruas do centro de Londres, segundo a Polícia, embora os organizadores cifrem este número em 40 mil.
O ato principal foi organizado pela coalizão “Stop Climate Chaos”, formada por grupos como a Oxfam, o Greenpeace, a Friends of the Earth e a WWF. A manifestação saiu da praça de Grosvenor, onde fica a Embaixada dos Estados Unidos, e foi até o Parlamento britânico.
O diretor da coalizão, Ashok Sinha, pediu ao primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, que defenda em Copenhague “um compromisso dos países ricos para reduzir suas emissões em, pelo menos, 40% durante os próximos dez anos”.
Sinha também acredita que as nações mais avançadas deveriam “pôr finalmente sobre a mesa o dinheiro para ajudar os países pobres” e “começar urgentemente o processo de substituir o carbono como fonte de energia”.
O ministro britânico de Mudança Climática, Ed Miliband, estava presente na marcha e prometeu que o Governo de seu país fará o que for possível para alcançar “o acordo mais ambicioso” em Copenhague.