A concentração, que começou às 15h30 na hora local (10h30 de Brasília) na Praça do Povo da capital italiana, exige, entre outras demandas, a revogação do chamado laudo alfano, uma lei que garante a imunidade dos quatro maiores cargos do Estado e recentemente interrompeu os processos contra Berlusconi.
Nos protestos deste sábado estavam representantes políticos, das áreas cultural e sindical italiana. Entre estes, o escritor napolitano Roberto Saviano e o líder da oposição do partido Itália dos Valores (IDV), o ex-magistrado Antonio di Pietro. Nos últimos dias, Pietro intensificou os ataques contra Berlusconi pela anistia fiscal para capitais estrangeiros.
Uma nova medida que concede anistia aos capitais ilícitos no estrangeiro, o que a oposição considera favorável à máfia.
Protegido entre a multidão por causa das ameaças que tem recebido justamente da máfia, Saviano foi um dos mais aplaudidos pelos manifestantes, que transformaram o ato organizado pela Federação da Imprensa da Itália (FNSI), em uma festa com direito a música e demonstrações de oposição popular ao atual chefe do Executivo.
“Queremos de volta a liberdade que garante serenidade para poder trabalhar sem esperar coações”, disse o escritor.
“Estou feliz que sejamos tantos, porque muitos jornalistas morreram nos últimos anos sonhando com uma democracia como a europeia ou a anglo-saxã”, acrescentou.