Em um ambiente festivo, buy famílias, casais, grupos de amigos e até escoteiros participaram da manifestação com bandeiras belgas e cartazes nas três línguas do país – há uma pequena comunidade de fala alemã.
“A união faz a força”, o lema sob o qual a Bélgica nasceu em 1830, foi o slogan mais empregado em cartazes e bandeiras, junto com a menção à solidariedade nacional. A manifestação atravessou o bairro europeu de Bruxelas para concluir com uma festa no grande Parque do Cinqüentenário, criado para festejar o primeiro meio século da independência do país, em 1880.
Vários dirigentes políticos francófonos participaram da passeata, convocada pelo movimento organizado por uma funcionária francófona, Marie-Claire Houard, em torno de um pedido popular em defesa da unidade do país.
Atuações musicais e vários discursos encerraram a concentração, na qual o único incidente foi a detenção de 15 membros de organizações ultranacionalistas flamengas que tinham organizado uma pequena manifestação alternativa.
Houard anunciou, junto a outros organizadores flamengos, que o pedido já recebeu 140 mil assinaturas, que entregou posteriormente ao presidente do Senado, Armand De Decker.
O país vive uma crise política, já que os partidos não conseguiram chegar a um acordo para a formação do Governo depois de mais de 5 meses das eleições, realizadas em 10 de junho.
Os partidos da região de Flandres querem reformar o Estado federal e dar mais competências às regiões, a que se opõem as legendas da região de Valônia, uma área mais pobre que teme ficar em desvantagem e perder a solidariedade de seus vizinhos do norte. Estas disputas deram um novo impulso às vozes, por enquanto minoritárias, que em Flandres se pronunciam a favor do separatismo.