Milhares de partidários da oposição iemenita saíram às ruas da capital e da cidade de Taiz para pedir que não seja concedida a imunidade ao presidente, Ali Abdallah Saleh, e que ele seja julgado por seus delitos.
Os manifestantes cantavam palavras de ordem como “nem garantia nem imunidade”, em alusão ao acordo previsto para esta quarta-feira do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) em Riad, para onde viajou Saleh, que estabelece a transferência do poder e dá garantias de imunidade ao presidente e seus colaboradores.
Os agentes antidistúrbios da Polícia fecharam as ruas que conduzem ao Palácio da República, no centro de Sana, para mantê-lo a salvo dos manifestantes. Esta manhã foram registrados novos enfrentamentos entre forças do Governo e oposicionistas ligados ao líder rebelde Sadiq al-Ahmar.
Saleh chegou nesta quarta-feira em Riad para presenciar o acordo incentivado pelos países do Golfo Pérsico, informaram fontes governamentais sauditas e iemenitas à Agência Efe, embora ainda não se sabe se ele vai apoiar este acordo.
A televisão oficial iemenita, que confirmou a participação de Saleh na assinatura do plano, também não mencionou se o vice-presidente iemenita, Abd al-Rab Mansur al-Hadi, em quem Saleh delegou a autoridade para rubricar essa iniciativa, viajou à Arábia Saudita.
Em Riad, uma fonte do Ministério de Relações Exteriores saudita confirmou à Efe a chegada de Saleh para participar da assinatura da proposta do CCG.
O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) apresentou uma iniciativa que estabelece a formação de um Governo de união nacional, a transferência do poder ao vice-presidente no prazo de um mês e a realização de eleições dois meses depois.
Saleh já prometeu em várias ocasiões que ia assinar o acordo, mas retrocedeu no último momento.