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Milhares de egípcios cristãos e muçulmanos protestam na praça Tahir

Arquivo Geral

11/03/2011 12h37

Milhares de egípcios cristãos e muçulmanos compareceram nesta sexta-feira à praça Tahrir, no Cairo, para rezar e pedir a convivência pacífica entre ambas as religiões, em uma concentração menor que em outras ocasiões.

Os enfrentamentos dos últimos dias entre cristãos coptas e muçulmanos levaram nesta sexta-feira cerca de cinco mil egípcios a pedir a unidade entre as duas religiões em uma oração conjunta na praça Tahrir, símbolo dos protestos contra o regime de Hosni Mubarak.

O protesto transcorreu de forma pacífica ao longo da manhã e não houve confrontos entre os manifestantes, que gritaram frases como “Os cristãos e os muçulmanos dão as mãos” e seguraram cruzes de madeira e livros do Corão.

“O povo egípcio tem que ser um só, tem que estar unido”, disse à Agência Efe o estudante mulçumano Haisam Agis, quem foi à praça Tahrir mostrar seu apoio aos “irmãos cristãos” e condenar os atos de violência dos últimos dias, nos quais pelo menos 13 pessoas morreram.

Por sua vez, a manifestante cristã Susan Atala declarou: “Temos que viver juntos porque o Egito é formado por cristãos e também por muçulmanos”.

Segundo Atala, após a queda de Mubarak, “o Exército não está fazendo o suficiente” para proteger os cristãos coptas.

“Se o Exército fizesse algo, tudo seria melhor”, disse ela, quem assegurou ter esperanças de que em um Egito democrático os coptas não serão discriminados como durante o regime de Mubarak.

Alguns dos manifestantes afirmaram que os choques entre cristãos e muçulmanos dos últimos dias são uma tentativa dos partidários do ex-presidente de prejudicar o processo de transição do país.

“É uma conspiração que surge das cinzas do regime para destroçar a revolução, para estragar nossa vitória”, disse, por sua vez, o manifestante Muataz Gamin.

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