Menu
Mundo

Milei viaja a Israel em meio a cessar-fogo entre EUA e Irã

Presidente argentino se reúne com líderes israelenses após medidas contra o Irã e durante cessar-fogo no Oriente Médio

Redação Jornal de Brasília

17/04/2026 15h48

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O presidente da Argentina, Javier Milei, viajará neste sábado (18) a Israel para se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, seu principal aliado geopolítico junto com o americano Donald Trump, em uma visita que coincide com um cessar-fogo regional que expira em 22 de abril.

Esta é a terceira visita de Milei a Israel desde que assumiu em dezembro de 2023 e ocorre após a recente expulsão do encarregado de negócios da embaixada do Irã em Buenos Aires.

Milei chegará no domingo 19, quando visitará o Muro das Lamentações e se reunirá com Netanyahu, informou a Presidência argentina nesta sexta-feira. No dia seguinte, terá um encontro com o presidente Isaac Herzog, antes de voltar a Buenos Aires na quarta-feira 22.

A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, aos quais Teerã respondeu com bombardeios contra Israel e países do Golfo que abrigam bases americanas.

Em uma entrevista ao israelense Canal 14, exibida na quinta-feira, Milei qualificou o Irã como “um inimigo de todo o Ocidente” e elogiou seus aliados Trump e Netanyahu, “decididos a pôr fim a este flagelo sobre a humanidade”.

Durante o governo Milei, a Argentina declarou como organizações terroristas a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e a Força Quds, um de seus braços operacionais, em linha com os interesses dos Estados Unidos.

Em 2 de abril, expulsou do país o mais alto representante diplomático do Irã em Buenos Aires, Mohsen Soltani Tehrani, em resposta a um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano com “acusações falsas, ofensivas e improcedentes”, segundo a Argentina.

O governo argentino apontou, naquela ocasião, a “persistente negativa” do Irã em cooperar com a Justiça no caso do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), além do descumprimento de ordens internacionais de prisão e extradição.

A Justiça argentina atribui ao Irã o planejamento do atentado contra a Amia em 1994, que deixou 85 mortos, e responsabiliza o Hezbollah pelo ataque contra a embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992, que deixou 22 mortos, com apoio iraniano segundo diversas investigações. Ambos os atentados permanecem impunes.

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado