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Milei culpa ‘grupelho violento’ por pedradas e nega corrupção

“Ontem, em um ato de campanha, vivenciamos uma situação aberrante. Um grupelho violento entrou e começou a atirar pedras em nós”, disse Milei

Redação Jornal de Brasília

28/08/2025 18h20

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O presidente argentino Javier Milei (C) reage ao lado do candidato a deputado do partido governista, José Luis Espert (E), e de agentes de segurança enquanto manifestantes atiram objetos contra eles durante uma carreata em Lomas de Zamora, província de Buenos Aires, Argentina, em 27 de agosto de 2025. O presidente argentino Javier Milei foi evacuado de um evento de campanha na periferia sul de Buenos Aires depois que manifestantes atiraram objetos contra o veículo em que ele viajava, em meio à controvérsia sobre um suposto caso de corrupção envolvendo o governo. (Foto de JUAN MABROMATA / AFP)

O presidente argentino, Javier Milei, acusou, nesta quinta-feira (28), “um grupelho violento” pelo ataque com pedras que sofreu na véspera, e negou as acusações de corrupção contra sua irmã, Karina, em um discurso para empresários.

O incidente ocorreu em meio a um escândalo por suspeita de corrupção envolvendo fundos para pessoas com deficiência, dias antes das eleições provinciais em Buenos Aires, e a dois meses das eleições legislativas nacionais.

“Ontem, em um ato de campanha, vivenciamos uma situação aberrante. Um grupelho violento entrou e começou a atirar pedras em nós”, disse Milei ao Conselho Interamericano de Comércio e Produção. O porta-voz da Presidência informou que duas pessoas foram detidas por atentar contra Milei e a sua comitiva.

O presidente disse que o ataque “ocorreu em um contexto de operações difamatórias grosseiras”, uma referência às acusações de corrupção, que considerou “artimanhas da casta” – como ele se refere à elite política – para “defender seus privilégios”.

O escândalo em torno de um suposto esquema de corrupção começou com a divulgação, a partir do último dia 19, de gravações de áudio atribuídas ao então diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo, demitido logo após o vazamento. Nas gravações, a suposta voz de Spagnuolo atribui a Karina Milei a cobrança de 3% sobre as compras da Andis junto à drogaria Suizo Argentina, que negou a acusação.

“Caberá à Justiça esclarecê-lo, e estamos à sua disposição”, afirmou o presidente. “Esse tipo de ação reflete de maneira fidedigna o comportamento da casta”.

As eleições provinciais de 7 de setembro e as nacionais de 26 de outubro vão renovar parcialmente a composição do Congresso e servir como um termômetro do governo Milei, que conseguiu controlar a inflação, mas a um alto custo social, devido a um corte severo dos gastos públicos.

© Agence France-Presse

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