O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, reiterou hoje que ele, sua esposa e outros membros de seu Governo receberam ameaças de morte e responsabilizou o governante deposto, Manuel Zelaya, por elas.
“Recebemos várias mensagens. Há umas duas semanas, falaram que tinham dado um valor para minha cabeça”, disse Micheletti a jornalistas.
“Responsabilizamos José Manuel Zelaya Rosales, ao grupo de pessoas que anda com ele, por tudo isso, mas (esta situação) não me intimida, não me dá medo, não me preocupa”, afirmou o presidente golpista.
“Tivemos informação de que buscavam agentes da Nicarágua e da Colômbia em La Mosquitia (região do leste de Honduras na fronteira com território nicaraguense) para poder cometer os atentados contra nós”, disse.
Segundo Micheletti, também foram ameaçados o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas de Honduras, general Romeo Vázquez, e “outros funcionários”, cujo nomes não divulgou.
“Inclusive se dedicaram hoje a ameaçar as nossas esposas”, acrescentou, sem especificar de quem.
O presidente de fato disse que já há relatos sobre os assassinos de seu sobrinho Enzo Micheletti e do coronel Concepción Jiménez, gerente da Indústria Militar das Forças Armadas.
“Já temos informação de quem assassinou ao coronel Jiménez, também temos informação de quem assassinou meu sobrinho”, disse o governante golpista, sem dar detalhes.
Micheletti acrescentou que as Forças Armadas e a Polícia Nacional continuam investigando o sequestro de Alfredo Khalil, pai do vice-ministro da Defesa, Gabo Khalil.
O corpo do sobrinho de Micheletti foi encontrado no norte de Honduras no domingo, no mesmo dia em que o coronel Jiménez foi assassinado a tiros em Tegucigalpa. Khalil foi sequestrado na terça-feira também na capital hondurenha.