Em declaração escrita divulgada pela Casa Presidencial, Micheletti também reiterou “seu compromisso de cumprir letra a letra, ponto por ponto, o Acordo Tegucigalpa-San José” assinado com delegados de Zelaya no final de outubro na busca de resolver a crise política causada pela derrocada de 28 de junho.
“Longe de incitar à violência e ameaçar o processo eleitoral e seus resultados, insisto ao senhor José Manuel Zelaya Rosales que reflita como hondurenho e convido-o a que antecipe um prudente silêncio diante do processo eleitoral e a votação do Congresso, daqui a 2 de dezembro”, indicou Micheletti.
O presidente golpista justifica que o pedido é “em prol de que o povo hondurenho tenha a oportunidade de raciocinar seu voto” no pleito de 29 de novembro.
O presidente do Parlamento, Alfredo Saavedra, anunciou hoje que o órgão se reunirá dia 2 de dezembro para adotar uma decisão sobre a restituição ou não de Zelaya.
Na opinião de Micheletti, o anúncio dessa reunião, que acontecerá após o pleito, “mostra o compromisso assumido pelos demais poderes do Estado” em contribuir para “a solução da atual conjuntura política”.
“É justo demandar à parte que descumpriu que faça o mesmo, conseqüente com o compromisso que adquirimos desde 30 de outubro, data em que se assinou o acordo”, ressaltou.
“Do mesmo maneira, este tempo permitirá a todos sanar as feridas produzidas pelo ressentimento, das quais a única vítima foi nossa sociedade”, disse o líder golpista na declaração.
Micheletti também manifestou aos jornalistas na Casa Presidencial que conversará sobre este tema com o subsecretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Craig Kelly, que hoje chegou a Tegucigalpa.
Assim mesmo disse estar “contente” porque: “um de nossos aliados automaticamente está presente, seguramente supervisionando os últimos retoques” do processo eleitoral.