“Mandamos a Zelaya uma saudação respeitosa e lhe peço de todo coração que evite que uma gota de sangue seja derramada”, respondeu Micheletti aos jornalistas quando perguntado sobre os chamados do presidente deposto à impugnação das eleições.
Em comunicado, Zelaya fez aos hondurenhos “um chamado a se manter firmes e decididos a lutar contra o golpe de Estado”, e pediu que “reflitam de maneira consciente, impugnem e denunciem” o que ele considera como uma “fraude eleitoral”.
Micheletti reiterou que, “se ele (Zelaya) renuncia a continuar nesta atitude hoje, se renuncia a querer voltar à Presidência da República, eu também renuncio hoje”.
O presidente de fato agradeceu aos Estados Unidos por seu apoio às eleições e reafirmou que o pleito será garantido pelas forças de segurança.
“Estamos muito contentes com isso, e agradecidos, especialmente aos americanos, ao povo dos Estados Unidos, que praticamente deu o sinal de que precisamos das eleições para poder garantir o reconhecimento no futuro”, afirmou.
Micheletti contou que, na reunião que teve na terça-feira com o subsecretário adjunto dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, conversaram sobre “como estavam andando as coisas” relacionadas com o cumprimento do acordo assinado por seus representantes e os de Zelaya para superar a crise política do país.
Kelly garantiu “de novo que eles vão reconhecer, se forem eleições transparentes, as nossas eleições”, acrescentou.
Micheletti ressaltou que as Forças Armadas e a Polícia “estão controlando totalmente a situação” rumo às eleições e que “há aproximadamente dez mil reservistas que já estão se alistando” para se juntar a essa tarefa.
“Vamos ter segurança para todos os eleitores do país”, sustentou o presidente de fato.