“Quero enviar a Lula um forte abraço com o carinho e o respeito que temos sempre em relação a todos os países do mundo, e peço a ele para que não se preocupe, porque nossa polícia e nosso Exército não vão entrar à força em sua propriedade”, disse Micheletti em uma entrevista coletiva.
O governo interino deu no sábado um prazo de dez dias para que o Brasil resolva a situação do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que foi derrubado há três meses e está há uma semana na embaixada brasileira.
Além disso, o governo de fato havia informado que se o prazo terminar sem que as exigências sejam atendidas, a embaixada perderá seu status diplomático, e passando a ser considerada como um escritório particular.
“Não fizemos absolutamente nada que vá contra a lei do país ou os tratados internacionais, é somente uma advertência”, afirmou.
Segundo Micheletti, a “advertência” diz respeito ao que seu governo considera “injusto”, que “um homem que pediu abrigo” – em alusão a Zelaya – “incite a violência pela janela”.
A embaixada do Brasil está cercada há uma semana por policiais e militares que não permitem o acesso à região, exceto por um número reduzido de pessoas que ingressam por razões logísticas.
“Embora não nos reconheçam, nós respeitamos seus direitos”, afirmou Micheletti, ao dizer que a embaixada brasileira se encontra na mesma situação que as outras representações diplomáticas no país.