“Não acredito que haja inconvenientes em que o senhor Zelaya saia como asilado a qualquer país do mundo”, porém “para nenhum da América Central, mas para o resto do mundo, pode ir quando quiser”, declarou Micheletti a jornalistas.
Micheletti disse que, depois do salvo-conduto solicitado na quarta-feira pelo México para a saída de Zelaya do país, que foi rejeitado pela Chancelaria, “não há nenhum” em trâmite a favor do governante deposto, e insistiu em que se ele quiser sair de Honduras “como asilado, não há nenhum problema”.
“Concederemos (um salvo-conduto para o asilo político de Zelaya) imediatamente, porque já falamos sobre isso com a Promotoria, com a Suprema Corte de Justiça e com a Chancelaria. Não há nenhum inconveniente”, reafirmou.
Zelaya, que está abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde 21 de setembro, disse em várias ocasiões que não quer pedir asilo político a nenhum país.
Micheletti afirmou que Zelaya “pode perfeitamente” efetuar sua saída “neste Governo ou no próximo”, que será presidido por Porfirio Lobo, do opositor Partido Nacional, a partir de 27 de janeiro de 2010.
Mas reiterou que o governante deposto terá que buscar “asilo em algum lugar, porque ao sair dali (da embaixada) sem nenhuma proteção, irá direto para os tribunais de justiça, como corresponde”, pois é acusado por crimes políticos e comuns.