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Micheletti diz que se reuniu com Insulza em base militar em Honduras

Arquivo Geral

02/10/2009 0h00

O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, revelou hoje que se reuniu com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, na base militar de Palmerola, para dialogar sobre a crise gerada pelo golpe de Estado com o líder Manuel Zelaya.

Insulza “veio a Honduras, esteve aqui em Palmerola”, declarou Micheletti aos jornalistas na Casa Presidencial, sem precisar que dia o encontro na base foi realizado, situada a 80 quilômetros ao norte de Tegucigalpa.

Segundo a imprensa local, a reunião aconteceu esta semana e nela também participou supostamente o embaixador dos Estados Unidos em Honduras, Hugo Llorens.

Durante a reunião se falou “de tudo, absolutamente tudo. Por isso digo que a tranquilidade está voltando ao país e isso nos alegra”, acrescentou Micheletti, que, no entanto, indicou que não dialogou com Insulza sobre a restituição de Zelaya no poder.

“Não vou comentar o que não falei”, afirmou Micheletti, sobre a reinstalação de Zelaya.

Explicou que foi uma conversa “geral”, na qual se falou sobre o Acordo de San José, impulsionado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, e “do problema do que está acontecendo em Honduras”.

Além disso, conversaram sobre “as dificuldades que tiveram – sem especificar quem – com a chegada do senhor Zelaya” em Honduras, que, desde 21 de setembro, permanece na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, após entrar clandestinamente no país.

Foi “uma quantidade de temas que enfocamos, foi geral, foi uma agradável conversa” na qual se abordou o diálogo para resolver a crise, disse Micheletti.

“Terminamos buscando a forma que possamos satisfazer todos os hondurenhos”, especificou.

Esclareceu que não pode afirmar que, a partir desta reunião com Insulza, os países-membros da OEA “reconhecerão ou não” as eleições previstas para 29 de novembro.

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