Micheletti manifestou tal intenção em uma declaração lida à imprensa na Casa Presidencial.
Além disso, reiterou “ao povo costarriquenho, e em particular ao presidente Arias, o interesse e o compromisso em manter este instrumento de diálogo para solucionar” os atuais problemas de Honduras.
Na quarta-feira, Arias apresentou em San José uma nova proposta que inclui o retorno condicionado ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya, a anistia política para os envolvidos na crise e a antecipação das eleições de novembro, entre outros pontos.
A comissão de Zelaya, que foi derrubado pelos militares em 28 de junho, rejeitou a proposta e deu o diálogo como fracassado.
Micheletti rejeita o retorno de Zelaya, mas mantém a proposta em consulta com outros poderes e instituições do Estado hondurenho.
O novo chanceler hondurenho e chefe da delegação de Micheletti no diálogo, Carlos López, enviou ontem uma carta a Arias, divulgada hoje pela Chancelaria, na qual dá por recebida oficialmente a proposta e diz acolhê-la “com vivo interesse”.
O Governo de Micheletti sustenta que o retorno de Zelaya ao poder representaria desconhecer ou reverter o processo judicial enfrentado pelo presidente deposto, assim como a ordem de captura por delitos pelos quais o Ministério Público o acusa.
López também disse lamentar que “não foi avaliada em sua justa dimensão” a oferta de Micheletti de renunciar caso Zelaya desistisse de retornar ao poder, para assim buscar “um terceiro para ocupar a Presidência”.