O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, agradeceu aos hondurenhos por sua “força” ao defender as “tradições democráticas” e desejou êxito ao novo Governo, que assume o poder no dia 27 de janeiro.
Em mensagem de Ano Novo, Micheletti ressaltou que 2009 foi “um ano de eventos sociais e políticos muito importantes” para o país e “um período de sacrifícios, de intranqüilidades, de esperas”.
“Mas, sobretudo, foi um ano de luta e coragem ao defender nossa dignidade nacional”, acrescentou o governante de facto na mensagem divulgada ontem à noite em rede nacional de rádio e televisão.
“Meus agradecimentos e meus reconhecimentos mais expressivos a todo o povo hondurenho pela força e firmeza ao defender nossas tradições democráticas, a permanência da paz e, sobretudo, o amor à liberdade”, apontou.
“No final demonstramos ao mundo que somos um povo digno, respeitoso, amante da paz e da democracia, demonstramos nossa nobreza e o orgulho permanente de sentir-nos hondurenhos”, enfatizou Micheletti.
O governante disse desejar “aos novos funcionários que dirigirão os destinos de Honduras pelos próximos quatro anos que tenham êxito em sua tarefa” e que assim se possa “construir a pátria digna, próspera, amante da paz e aberta ao intercâmbio com os povos do mundo”.
Micheletti substituiu Manuel Zelaya (ambos do Partido Liberal) por designação do Parlamento hondurenho depois que o segundo foi derrubado pelos militares no dia 28 de junho passado, mas seu Governo não é reconhecido pela comunidade internacional.
O presidente eleito, Porfirio Lobo, do Partido Nacional (oposição), assume o poder no dia 27 de janeiro, quando termina o mandato para o qual Zelaya foi eleito em 2005.
O governante deposto está refugiado desde o dia 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, após retornar clandestinamente a Honduras.