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Mundo

Mianmar condena Nobel da Paz por violar prisão domiciliar

Arquivo Geral

11/08/2009 0h00

A líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi declarada hoje culpada e condenada a três anos de trabalhos forçados pela Justiça de Mianmar, por ter quebrado os termos da prisão domiciliar.

Após ser declarada culpada, a Junta Militar, presidida pelo general Than Shwe, decidiu atenuar a pena imposta à Nobel da Paz, que deverá ficar reclusa em sua casa, em Yangun, durante um ano e meio.

A ordem foi dada pelo chefe da Junta Militar por meio de uma mensagem lida no tribunal pelo ministro do Interior, general Maung Oo.

Na mensagem, o general Than Shwe explicou que tinha decidido diminuir a pena de Suu Kyi para manter a “paz e a estabilidade” e por ela ser filha do general Aung San, considerado o herói da independência e que foi assassinado em 1947.

Uma aparente falha nas medidas de segurança permitiu que, em maio passado, o americano John Willian Yettaw cruzasse nadando um lago e entrasse na casa da Nobel da Paz, que cumpria então há seis anos a ordem de prisão domiciliar imposta pela Junta Militar por ativismo político.

Suu Kyi era acusada de quebrar os termos da prisão domiciliar ao receber duas noites em sua casa Yettaw, julgado por infringir as normas de segurança cidadã.

No mesmo julgamento, o americano foi condenado a sete a anos de prisão, incluindo quatro de trabalhos forçados, enquanto as duas mulheres – mãe e filha – que cuidavam de Suu Kyi, permanecerão também pelo menos 18 meses confinadas.

As autoridades permitiram a presença de diplomatas à audiência, realizada em um pavilhão do complexo penitenciário de Insein, onde Suu Kyi está desde 14 de maio.

Por ocasião da audiência, cerca de dois mil soldados foram enviados ao perímetro da prisão e aos acessos ao bairro de Insein.

Como em dias anteriores, os diários estatais publicaram de novo advertências sobre as drásticas ações que podem ser tomadas pelas autoridades perante qualquer protesto de seguidores da Nobel da Paz.

O veredicto, que em princípio seria ditado em 31 de julho, foi adiado para 11 de agosto pelo tribunal especial com base em que era necessário mais tempo para estudar os argumentos legais relacionados à Constituição de 1974, substituída no ano passado por outra aprovada em plebiscito.

O julgamento durou quase três meses e foi dominado pelo hermetismo próprio do regime militar, que impôs uma série de dificuldades aos advogados de Suu Kyi.

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