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Mundo

México pede à OMS que vacina contra gripe seja acessível a todos

Arquivo Geral

16/05/2009 0h00

O presidente do México, tadalafil Felipe Calderón, no rx pediu à Organização Mundial da Saúde (OMS) que a vacina desenvolvida contra a gripe suína, que deixou 66 mortos e 2.829 infectados no país, se torne um bem público global e que sua fórmula esteja acessível a todos os países e a toda a população.


“O México está convencido de que a vacina contra o vírus AH1N1 deve ser um bem público global, cuja fórmula esteja acessível a todos os países e a toda a população, que seja acessível para produzi-la e para usá-la, daí nosso interesse em que se desenvolva na rede da OMS”, disse Calderón.


Nas últimas três semanas, o México viveu uma emergência epidemiológica devido ao surto da gripe, provocado pelo AH1N1, descoberto em 23 de abril e que obrigou o Governo a adotar medidas rígidas de distanciamento social e a cancelar atividades acadêmicas, esportivas e culturais, entre outras.


O presidente mexicano entregou hoje oficialmente toda a informação sobre a variante do vírus AH1N1 ao representante da OMS e da Organização Pan-americana da Saúde (Opas) no México, Philippe Lamy, para propiciar a produção de uma vacina.


“O México coloca à disposição da OMS, a partir de hoje, a variante do vírus AH1N1, que afetou milhares de mexicanos e vários países”, ressaltou Calderón.


Além disso, entregou toda a informação estatística dos pacientes que foram afetados pela doença e que é crucial para a produção da vacina.


Calderón acrescentou que a informação foi entregue a serviço do conhecimento e de todas as nações com o objetivo de “contribuir para que, no menor tempo possível, tenhamos uma vacina eficaz para que sirva ao México e a todos os países, especialmente aos que têm menos capacidade econômica”.


O presidente lembrou que, no México, as medidas aplicadas para conter a expansão do vírus foram rígidas, mas esclareceu que se não tivessem sido aplicadas, as mortes teriam chegado a 8.600 e mais de 30 mil hospitalizados.


O líder mexicano assegurou que o mundo deve reconhecer o trabalho do México de informar oportunamente sobre a aparição do novo vírus, o que permitiu a todos os países adotar medidas preventivas para detectar e atender os infectados.


Calderón criticou novamente as decisões de algumas nações de restringir as viagens ao México, e agradeceu aos Governos que já levantaram ou não aplicaram essas medidas.


Em particular, o presidente agradeceu a Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Bélgica, Suíça, Israel, Argentina, Peru e Equador por suspender as restrições aos viajantes.


Na mesma cerimônia, o ministro da Saúde mexicano, José Ángel Córdova, afirmou que a epidemia se encontra em uma “etapa de diminuição”, mas esclareceu que devem ser mantidas as medidas de precaução estabelecidas.


Por sua vez, o representante da OMS no México afirmou que, desde que foi detectado nos Estados Unidos e no México, o vírus se espalhou progressivamente e já alcança 36 países, com 8.500 casos confirmados.


Lamy lembrou que, em 23 de abril, um laboratório da agência de saúde pública do Canadá identificou o vírus AH1N1 em amostras enviadas pelo México, e, por isso, as autoridades canadenses informaram à organização, conforme os protocolos.


O representante da OMS no México acrescentou que as “próximas semanas e meses serão críticos para determinar o alcance e impacto do surto nos hemisférios norte e sul”.


Lamy acrescentou que a situação evidenciou a necessidade de produzir vacinas eficazes contra o vírus.


Além disso, o responsável da organização informou que um grupo de especialistas se reuniu para analisar os avanços na pesquisa para determinar as perspectivas para criar esta vacina e cujas conclusões serão apresentadas à Assembleia da entidade.


Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

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