A diplomacia mexicana anunciou o envio de um segundo pacote de ajuda humanitária a Cuba, composto por cerca de 1,2 mil toneladas de alimentos, em resposta à crise econômica que afeta a ilha, intensificada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.
Nesta terça-feira, os navios de apoio logístico Papalopan e Huasteco partiram do Porto de Veracruz com 1.193 toneladas de mantimentos destinados à população civil cubana. A viagem marítima tem duração estimada de quatro dias.
O navio Papaloapan transporta a maior parte da carga, com 1.078 toneladas de feijão e leite em pó. Já o Huasteco leva 92 toneladas de feijão e 23 toneladas de alimentos diversos, doados por organizações sociais com o apoio do Governo da Cidade do México, coletados em um centro no Centro Histórico da capital.
Para o embarque e manobras, foram mobilizados mais de 350 elementos navais, além de um guindaste e cinco empilhadeiras.
Este envio segue a chegada de um primeiro pacote a Havana, em 12 de dezembro, com mais de 814 toneladas de mantimentos e outros bens.
A presidente Claudia Sheinbaum reiterou que o governo manterá o apoio à Cuba com alimentos, mas sem inclusão de petróleo, em conformidade com as ameaças de tarifas dos EUA a países que exportem combustível para a ilha. Em 2025, antes da restrição, o México exportou petróleo para Cuba no valor de US$ 609,392 milhões, representando cerca de 1% da produção da Pemex, um aumento de 10,6% em relação a 2024, quando as receitas foram de US$ 551,216 milhões, segundo dados do Banco do México.
Nos dias anteriores, Sheinbaum indicou que o México pode facilitar um diálogo entre Estados Unidos e Cuba, defendendo princípios como a autodeterminação dos povos e a não intervenção.
O governo mexicano enquadrou o carregamento na tradição de solidariedade com países latino-americanos, destacando envios recentes de ajuda para emergências como incêndios na Califórnia e no Chile, e inundações no Texas.