A justiça mexicana criticou hoje a falta de colaboração do consulado dos Estados Unidos na Península de Iucatã em relação ao caso do produtor de televisão americano Bruce Beresford, até o momento único e principal suspeito do assassinato de sua mulher, a brasileira Mônica Burgos.
O vice-promotor de Justiça na região norte de Quintana Roo, Rodolfo García Pliego, denunciou hoje à imprensa que tal escritório consular se negou a colaborar perante as duas solicitações enviadas por escrito para que facilitem a apresentação do produtor perante a promotoria.
“Fizemos um pedido expresso ao consulado para a apresentação de Bruce Beresford e não responderam”, lamentou Rodolfo, lembrando que o cônsul honorário dos EUA se comprometeu a apresentá-lo perante a justiça “quantas vezes fosse requerido” e não ocorreu assim.
Até o momento são dois os documentos enviados ao consulado pedindo o comparecimento de Beresford “e nos dizem baseando-se no Tratado de Viena que não têm a obrigação de custodiar as pessoas”.
No entanto, Rodolfo lembrou que no mesmo tratado internacional se estabelece que “em caso de um estrangeiro ter responsabilidade em um delito os agentes consulares devem coadjuvar com a autoridade local para a imediata localização da pessoa”.
Após um mês e meio de o corpo de Mônica ter sido achado em um hotel de luxo de Cancún, a Polícia reconhece que ainda não tem todos os elementos para divulgar a identidade do responsável, pois esperam um dos cinco testes legistas solicitados, acrescentou o vice-promotor.
O lugar onde foi descoberto o corpo estava a cerca de 80 metros do quarto que o casal dividia com seus dois filhos mais novos, em uma viagem na qual esperavam salvar a relação, que aparentemente atravessava uma crise.